Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
10/03/21 às 7h48 - Atualizado em 19/03/21 às 9h59

Centro de Juventude do Distrito Federal promove debate sobre violência contra meninas e mulheres

Dando continuidade a Semana da Mulher do CJ, aconteceu nesta terça-feira, 9, a Roda de Conversa Online sobre Enfrentamento à violência contra meninas e mulheres em parceria com o Clube Soroptimista internacional Brasília Norte Sul.

 

Conduzida por Ana Cristina Melo Santiago, Delega de Polícia no Distrito Federal por 25 anos, Especialista em Segurança Pública e Política Criminal e Penitenciária pela UNIRIO, atuou em diversas unidades da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal e que esteve à frente na gestão da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do Distrito Federal – DEAM em 2013, o bate papo contou ainda com a participação de Dona Maria Alsimar Mello, Presidente Eleita do Clube Soroptimista internacional Brasília Norte Sul e do Deputado Delmasso, Vice-Presidente da Câmara Legislativa do DF.

 

“Eu quero reforçar aqui, mais do que nunca, diante de um tema tão importante, que vocês mulheres são fantásticas. Não deixem nunca, nada e nem ninguém fazer vocês acreditarem que não merecem o melhor, porque vocês merecem tudo aquilo que os seus sonhos lhe permitem alcançar. Não aceitem menos do que isso. Saibam do seu valor, da sua importância e que vocês merecem ser amadas e respeitadas” declarou Delmasso na abertura do bate-papo.

 

Na oportunidade, Ana Cristina deu início fazendo o relato de sua trajetória como Delegada da Polícia Civil e toda a experiência vivida diante dos casos de mulheres vítimas de violência de diversos tipos que eram recebidos na delegacia onde atuou. Contou ainda, sobre a cultura enraizada na sociedade brasileira que inferioriza a mulher e usou de uma dinâmica para elucidar isso às jovens, onde foi mostrado trechos de músicas muito conhecidas que verbalizam a prática de agressão contra o sexo feminino e pontuou que atualmente o interesse em mudar essa realidade cresceu. “Hoje, esse é um assunto que virou tema de debates, contamos com uma legislação que ampara a mulher e com inúmeras ações por partes de organizações da sociedade civil que também trabalham em prol da conscientização e apoio a vítimas. Claro que ainda temos muitos casos de violência contra a mulher, mas, o trabalho que é feito hoje tem surtido resultado e não podemos parar”.

 

Em meio ao bate-papo, algumas jovens participantes compartilharam suas opiniões sobre o assunto abordado, assim como, as suas perspectivas sobre a dinâmica realizada. A psicóloga Andréia Arruda e a Assistente Social Eliane Salzano da equipe psicossocial dos Centros de Juventude, tiveram a oportunidade de relatar as suas experiências ao receber vítimas de violência e como puderam ajudar caso a caso cada mulher.

 

Andréia ainda falou sobre a importância de não atribuir exclusivamente às mulheres a responsabilidade do combate a agressão contra meninas e mulheres, mas, que esse é um dever da sociedade. “Se nós mulheres somos as vítimas, precisamos buscar ajuda. Se conhecemos alguém que sofre qualquer tipo de agressão, é fundamental denunciar, independente de sermos mulheres ou homens”.

 

Foi compartilhado ainda com os participantes da roda, um vídeo que relata uma história de agressão, mas, de uma forma invertida, sendo o homem a vítima de sucessivas, por vezes sutil, noutras não, investidas de assédio, desrespeito e descrédito simplesmente por serem homens em um mundo onde as mulheres são as agressoras e apresentam esse comportamento em uma sociedade que o tolera e acha normal. Na sequência, foi aberto aos jovens espaço para que eles pudessem falar sobre suas percepções diante da realidade do vídeo, promovendo a troca de opiniões e experiências, e uma profunda reflexão da urgência de revermos e repensarmos comportamentos tão tóxicos para com as mulheres.